Obrigada a todos que acessam diariamente meu blog!

Estou trabalhando muito em meu TCC e por isso não estou podendo postar aqui com constância!

Mas espero voltar em breve e elaborar novos posts como resultante de minha aprendizagem!

Na vida aprendemos todo minuto, segundo, e estou louca para compartilhar com vocês! abraços a todos!

Profª Zilda!

Você recebe assédio moral?

Nem todos conhecem este termo: Assédio Moral. Vamos ver então o que significa. 

Assédio moral ou violência moral no trabalho não é um fenômeno novo. Pode-se dizer que ele é tão antigo quanto o trabalho.

A novidade reside na intensificação, gravidade, amplitude e banalização do fenômeno e na abordagem que tenta estabelecer o nexo-causal com a organização do trabalho e tratá-lo como não inerente ao trabalho. A reflexão e o debate sobre o tema são recentes no Brasil, tendo ganhado força após a divulgação da pesquisa brasileira realizada por Dra. Margarida Barreto. Tema da sua dissertação de Mestrado em Psicologia Social, foi defendida em 22 de maio de 2000 na PUC/ SP, sob o título "Uma jornada de humilhações". Nesta conceituação do site www. assediomoral.org. Quando o funcionário é exposto ao ridículo por não cumprir metas; quando o chefe  ou patrão  persegue o funcionário, quando o funcionário sofre pressão psicológica para a empresa conseguir resultados, são alguns exemplos. Acredito que até nós, funcionários publicos estamos passando pelo crivo do assédio em relaçao a bonificação por resultados anual. A Unidade que não atinge metas estabelecidas, e muitas das não não dependem especificamente dele, mas da escola num todo, é sentenciado com um bônus de valor ínfimo, como ocorreu este e a ano passado na rede estadual de ensino do Estado de São Paulo. Recebi este ano o valor absurdo de R$ 24,53. segue abaixo a cópia da folha de pagamento:

Demonstrativo de Pagamento

Nome
ZILDA PALLONI SOMENSE 








Líquido a Receber
24,53
Alteração de Exercício/ Cargo em Comissão
 
Legenda da Natureza (Nat.) 
N = Normal        D = Devolução     E = Estorno
A = Atrasado      R = Reposição


Estou retirando alguns dados a fim de manter preservados dados particulares e da instituição a que pertenço.


No ano de 2011 recebi este valor, e este ano de 2012...nada recebi! quando você pensa que a coisa está ruim, cuidado ela pode piorar....
Como fica complicado lutar contra o sistema, você acaba se calando diante do assédio moral!





Após leitura e análise do artigo de Leandro Karnal “Veias fechadas da América Latina”, uma análise do clássico de divulgação histórica da América Latina: As Veias Abertas da América Latina, do autor uruguaio Eduardo Galeano, um jornalista-escritor. Leandro Karnal, um historiador especialista em História da América, trouxe à tona um debate enriquecedor sobre a tese que Galeano desenvolveu: a questão de olhar a história da America pelo ângulo dos vencidos, e pelo ângulo da exploração externa em sua trajetória. O que mais intriga Karnal, não é tanto as ideias defendidas por Galeano na obra, mas sim o sucesso que a mesma alcançou entre os leitores.
 De acordo com ele, a leitura de Veias abertas da América Latina, vem de encontro com a maneira que os sul-americanos enxergavam sua própria história. Para provar sua tese, Karnal atenta primeiramente para o ano que a obra Veias abertas da América Latina foi lançada, estávamos no ano de 1971, período tenso na historia do Brasil e de toda a América - Os regimes militares pipocavam, e talvez esta uma grande razão para o sucesso da obra, pois ia de encontro com o modo de pensar dos leitores - segundo Karnal muito do sucesso da obra tem a ver com o pensamento da sociedade durante a Guerra Fria, de que os governos militares aliados do capital internacional estavam permitindo a exploração de nossas riquezas. Esta ideia de Karnal encontra ressonância com o pensamento de Peter Drucker “o verdadeiro comunicador é o receptor. Ao escrever é preciso perguntar-se: quem irá ler este texto?” Em que condições?”(Rogério Lacaz-Ruiz). Dessa forma, faz todo o sentido observar que o sucesso de Veias Abertas da América Latina, teve grande recepção, devido ao momento histórico vivido na América, o próprio nome da obra segundo Karnal “... é uma metáfora do título expressa esta tese central: a América Latina é um corpo com as veias abertas, com seu sangue abastecendo “vampiros” da Europa e dos EUA. (in: Karnal, L.; As Veias Fechadas da América Latina, 01/12/2001, www.ceveh.com.br, Revista, SP, BRASIL (site atualmente desativado).
Para ele “o gosto por uma obra ou a rejeição de outras mostra muito da forma como uma sociedade age e pensa. Aquilo que é lido ou que não é lido mostra, com clareza, uma gramática da percepção e os valores de uma época.” (ibidem, p.3) Demonstrando assim que a obra representava a maneira de como os latino-americanos se enxergavam naquele momento histórico de repressão e suspensão das garantias individuais do cidadão em defesa do capitalismo norte americano, em plena Guerra Fria, e da maneira como o norte americano e o europeu nos concebiam.
Leandro Karnal nos mostra que a critica mais contundente ao livro de Galeano foi feita por Plínio Apuleyo Mendoza (et alt), na obra intitulada Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano. Sendo uma critica neoliberal e de estilo panfletária encontrou grande aceitação. Os autores não aceitavam a ideia de Galeano quando afirmava que a America Latina sempre tinha perdas em relação ao comércio internacional, para eles o comércio beneficia a todos, inclusive a organização do Nafta é citada como um exemplo favorável de beneficiamento mutuo. Segundo os autores de O Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano “... seria tudo isto derivado de um “horror ao mercado” e a ignorância dos mecanismos de flutuação dos preços neste mesmo mercado. ”Leandro Karnal afirma que os autores do Manual afirmam que se um país souber aproveitar as oportunidades inteligentemente, serão beneficiados, citando os casos de Estados Unidos e Nova Zelândia. Enfim, Karnal simplifica as duas obras oponentes a partir das ideologias de Adam Smith e Marx, pois é uma luta visível entre as mesmas nos autores das duas obras: Veias Abertas da América latina e Manual do perfeito Idiota Latino-Americano.  E numa terceira critica, Karnal aponta o maniqueísmo de Galeano quando trata na obra, “... índios/espanhóis; ricos/pobres; latinos/anglo-saxões etc é uma das chaves do sucesso da obra.” (ibidem, p. 5).
De acordo com Leandro Karnal, este é o pior problema da obra de Galeano, pois faz uso o tempo todo, de uma retórica “... quanto a retórica é o único objetivo, temos problemas como o anteriormente citados e a submissão de toda a análise às frases bombásticas e às ideias de efeito. (ibidem, p. 7). Karnal acredita que ele utiliza este estilo a fim de comover o leitor para a exploração dada na construção histórica da América, desde sua colonização. Como se na história da América nunca tivesse havido lutas e organização dos “vencidos” contra os “vencedores”. Leandro Karnal finaliza o artigo declarando que tratar a história da América Latina desta forma esvazia as possibilidades de enxergar suas contradições cotidianas que impulsionam sua construção histórica e não  apenas dando ênfase às forças externas como responsáveis pela construção da mesma.
Apontaremos nesta análise, o capítulo 3 “Os americanos lutam por liberdade”, do livro didático Projeto Araribá: História / organizadora. Editora Moderna; obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Moderna; editora responsável Maria Raquel Apolinário. – 2 ed – São Paulo: Moderna, 2007. O título e subtítulos clareiam a opção ideológica dos organizadores de mostrar que a independência da América foi conseguida graças a organização dos povos americanos, que submetidos a exploração colonial, participaram ativamente desse processo, analisa desde os levantes dos povos nativos liderados por Tupac Amaru, descendente inca que liderou uma das primeiras revoltas indigenistas do Peru.
Não inicia o estudo, como se vê em vários livros a partir da independência norte americana, mas ao contrário, inicia com os movimentos dos países do sul, passando para a America do Norte, atentando para o fato de Bolívar buscar uma unidade da América hispânica.
O livro desenvolve outro tema, cujo título México Livre, apoiado por imagens como o quadro de Juan O´Gorman(1961), em que se vê o padre Miguel Hidalgo como líder da independência mexicana. No mesmo capítulo,  analisa os processos de independência na América Central, evidenciando a participação da população, inclusive o papel de índios e escravos, que começavam a aproveitar o movimento de independência instalado para se revoltarem, fazendo assim a Elite proprietária tomar a liderança da independência em seu favor. Num boxe de leitura, pede-se que o aluno perceba a política intervencionista americana nesse processo. Os exercícios realçam este resgate das lutas populares no processo de independência latino-americano e da herança do período colonial: contrastes e desigualdades.
Para finalizar, o livro tem um apêndice de capitulo chamado “Em foco”, cujo título nos dá a dimensão da posição dos autores quanto à independência latina americana: Os indígenas na América independente, questionando-a, explicando os resultados da mesma para as populações indígenas – suas estratégias de resistência e a vitória da “civilização” (grifos dos autores) sobre as populações indígenas, vistas como bárbaras, apresenta também formas que os grupos indígenas latino-americanos encontraram para subsistir, como a organização de mercados para intercâmbio econômico entre eles, inclusive devido a isolação de sua população, conseguiu a façanha de manter-se incólumes à Revolução Industrial e os efeitos da globalização começa evidenciar devido a presença de artigos chineses e artigos de origem paraguaios.
Percebemos enfim, que a linha histórica seguida pelos autores do livro Projeto Araribá, evidencia mais a luta e resistência dos povos ameríndios, do que a submissão política ao branco ou ao capital.  Mostra que a independência não foi uma luta causada pelos ideais iluministas europeus, como vários livros assim o fazem, mas que a população indígena e líderes latino-americanos nativos são os responsáveis pela independência, e consequentemente pela construção histórica latino-americana, contrapondo assim a visão de Galeano, de que apenas as forças externas movimentam a história latino-americana. Enaltece a ação dos povos indígenas, que na visão de Galeano são os vencidos. No livro percebemos nitidamente a ideia de que os indígenas, mesmo sendo excluídos de participação política, resistiram e ainda resistem no processo histórico da América. O livro Projeto Araribá evidencia uma ideologia relacionada a este pensamento de Leandro Karnal: “... A análise da recepção desta obra mostrar como as ideias na América Latina ingressam mediante sua representação retórica e seu apelo. Não se trata de dizer,como se dizia outrora, que temos uma efetivação “imperfeita” das ideias europeias, como o Liberalismo, por exemplo, mas que apreendemos o Liberalismo de uma maneira distinta daquela que o gerou na Europa. Da mesma forma que o Socialismo Marxista, o Anarquismo, o Catolicismo e vários ismos, as populações da América Latina interagem de uma forma muito variada com estas matrizes teóricas clássicas, em parte pela tradição indígena de integração de legados culturais.” Notamos também que o livro Projeto Araribá destaca a participação das nações indígenas da América Latina no processo de independência, apesar de deixar claro que os mesmos foram excluídos. É preciso estar atentos para não incorrer neste erro conceitual feito por Galeano de mostrar os indígenas, como submetidos ao domínio externo, visão de vencidos. Como nos afirma Leandro Karnal, referindo-se a obra de Galeano, “... Por fim, há no livro toda uma ideia de um passado mais glorioso. O último parágrafo fala da “reconstrução da América Latina”. Esta reconstrução pressupõe que tenha existido um período construído, de prosperidade e maior justiça. Como não o foi o período colonial e o independente, só podemos estar diante de um elogio ao período indígena pré-colombiano. Este é um dado comum a vários analistas. Nenhuma contradição estrutural é atribuída ao período pré-colombiano. A imensa expansão imperial inca, o domínio da Federação encabeça por Tenochtitlán sobre A Mesoamerica e outros fenômenos não são destacados na sua violência, na exploração de povos conquistados mediante tributos ou na imposição cultural.”
A autora: Zilda Palloni Somense




O escritor Paulo Freire deixou um legado a respeito de uma educação libertadora, que utiliza a realidade do educando como instrumento para a construção do conhecimento.  Sua obra, durante o período militar foi vista como subversiva, já que contemplava a educação através do pequenos, dos oprimidos e daqueles que o sistema excluía, Freire apresentou um método de alfabetização preocupada com estes. Por este motivo foi obrigado a exilar-se em países latino americanos como Bolívia, Chile e depois para os Estados Unidos, terminando em Genebra, onde foi professor da Universidade de Genebra. Em 1980, volta ao Brasil, após a lei da anistia. De acordo com  Centros de Estudos Paulo Freire ...O período do exílio foi duramente vivido. Assim escreveu na Pedagogia da esperança (Freire, P., 1992, p.35): “É difícil viver o exílio. Esperar a carta que se extraviou, e notícias do fato que não se deu. Esperar às vezes gente certa que chega, às vezes ir ao aeroporto simplesmente esperar, como se o verbo fosse intransitivo.” Mas, ao mesmo tempo, lhe proporcionou a oportunidade de consolidar seu pensamento.
Apesar de difícil, foi no exílio que Paulo conseguiu desenvolver seu pensamento libertário em relação a maneira de ensinar e aprender. Esta é a maior lição que poderemos ter de Paulo Freire. Sua vida e obra é aprendizagem constante, cada pensamento tem um ensinamento, como exemplo, deixarei como citação esta poesia ao dizer sobre a morte da esposa Elza...“1986 – É um processo lento e difícil. Eu só saio disso se eu sair. Eu não posso ser saído, puxado por alguém. Decidir que eu saio é romper. Decidir é ruptura. Ficar com o morto é a tendência. Ficar com o que está vivo, essa é a decisão! Em momentos como eu experimento agora, morre-se um pouco. Muito de mim ficou vivo. Tenho uma lealdade para com a minha sobrevivência.” Quanta sabedoria! Bem o sabemos que se não querermos não sairemos de uma crise, precisar tomar a decisão e esta é uma tarefa difícil, uma ruptura mesmo, e no caso da morte de Elza, como foi difícil sair daquela dor. No entanto,  e graças a Deus, ele escolheu viver para o bem da educação no Brasil, pois ele muito nos ensinou até 1997 e se hoje temos um ensino preocupado com a maioria e uma educação libertária, devemos à obra de Paulo Freire!
Obras do educador Paulo Freire:
• A propósito de uma administração. Recife: Imprensa Universitária, 1961.
• Conscientização e alfabetização: uma nova visão do processo. Estudos Universitários – Revista de Cultura da Universidade do Recife. Número 4, 1963: 5-22.
• Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1967.
• Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1970.
• Educação e mudança. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1979.
• A importância do ato de ler em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez Editora, 1982.
• A educação na cidade. São Paulo: Cortez Editora, 1991.
• Pedagogia da esperança. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1992.
• Política e educação. São Paulo: Cortez Editora, 1993.
• Cartas a Cristina. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1974.
• À sombra desta mangueira. São Paulo: Editora Olho d’Água, 1995.
• Pedagogia da autonomia. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1997.
• Mudar é difícil, mas é possível (Palestra proferida no SESI de Pernambuco). Recife: CNI/SESI, 1997-b.
• Pedagogia da indignação. São Paulo: UNESP, 2000.
• Educação e atualidade brasileira. São Paulo: Cortez Editora, 2001.

A estação ferroviária Paulista, que tanto contribuiu para o crescimento da cidade
Aqui vai um pouco da cidade que me recebeu a partir de 2012: Rio Claro, que um dia chamou-se São João Batista do Ribeirão Claro ou São João Batista do Morro Azul! E sua história esta ligada à descoberta do ouro  no Mato Grosso, no século XVIII( período em que o Brasil ainda era uma colônia) e a consequente febre do ouro, pois para fugirem da febre que exterminava as expedições nas rotas do Rio Tietê, que na época chamava-se Anhembi,  os paulistas(bandeirantes) acabaram por buscar  outro caminho por terra, apesar de ser mais longo. Moradores de Campinas, São Carlos e outras localidades iam em massa para o Mato Grosso e faziam a rota Tatuibi Limoeiro, mas tarde chamada Tatu Limeira-Morro Azul, ganhando o sertão de Araraquara, chegando ao Mato Grosso. Dessa forma, os primeiros habitantes de nossa cidade, fixaram residência nas planícies do Morro Azul e Ribeirão Claro, na sede pelo ouro, acabaram por apossar-se de terras da maneira que melhor lhe conviesse. As primeiras casas nas glebas da margem do Ribeirão Claro começaram a surgir por volta de 1719. Casa rudes de pau a pique cobertas de sapé e folhas de indaiá.  Em 1876, passa por aqui o ramal férreo de Campinas a Rio Claro, inaugurando-se a estação local. Recebeu iluminação elétrica já em 1885, tornando-se a segunda cidade do Brasil a receber tais melhorias. O comércio desde meados do século XIX crescia, pois chegavam nos trens diversos mascates para atender as necessidades dos moradores, inclusive os moradores da roça. Chegando aqui comerciantes das mais variadas nacionalidades. O primeiro estabelecimento comercial de Rio Claro era do empreendedor Sr. Felício Antonio Castellano, em 1874, como nome de Casa Castellano, com a venda de artigos de bazar e após, secos e molhados. Entraram como sócios da Casa Castellano, João Baptista Fitipaldi, Miguel Covello e Antonio Santomauro, e a casa passou a vender louças e ferragens, renovando o comércio da cidade com novos estoques. Em 1876, o comércio Rio Clarense se torna mais próspero com a chegada da ferrovia, que provoca a triplicação do comércio, surgindo novos estabelecimentos, como a Casa Farani (vendas de tecidos), chapéus e calçados; a Casa Pilla(1877) com a venda de secos e molhados, vidros, ferragens e a Padaria Zoega(1883), foi o primeiro estabelecimento deste gênero na cidade. O comércio cresceu tanto que a conhecida rua do meio passou a ser chamada de Rua do Comércio (a atual Avenida 1). Acompanhando o modelo de desenvolvimento capitalista mundial, onde o comércio tem fator de grande importância baseado na flexibilização produtiva, na década de 1970, em Rio Claro desponta o setor terciário, tornando a cidade um pólo regional, tanto no quesito comércio, como no de prestação de serviços públicos. 
Igreja Matriz São João Batista

Praça da Liberdade, centro da cidade

Área Urbana de Rio claro
Companhia Paulista de Estradas de Ferro - rotunda de Rio Claro

Floresta Estadual


                                                   Vista noturna da área urbana da cidade
Ja disse em outros posts, que amor se aprende e com certeza, ja estou aprendendo amar esta cidade que me acolheu com muita hospitalidade!





Foi uma verdadeira noite no museu! Fomos recebidos pelos super profissionais: Gilson e Ricardo, figurinhas tarimbadas do museu, numa sexta feira à noite, juntamente com 35 alunos, numa faixa etária de 15 a 18 anos, os quais curiosíssimos quanto ao que aprenderiam no estudo ao museu! Foi uma noite adorável, pois todos entenderam a importância da ferrovia para construção da história de nossa cidade, assistiram a um filme com as visões de historiadores conceituados em nossa cidade: como Lidia Possas, João Francisco Tidei de Lima e do arquiteto Nilson Ghirardello, além da memória oral de vários ferroviários. Após conhecerem o acervo e a Maria Fumaça, voltaram para casa muito satisfeitos! Sabemos que tão grande recurso para aprender nossa história – o Museu Ferroviário – enfrentou, na verdade, uma “guerra”, para existir, pois desde o ano de l969, no governo do Dr. Alcides Franciscato, ele já estava previsto através da lei nº 1425.  Apesar de criado, não entrou em funcionamento nesta época, apenas em 1986 que houve condições de se repensar sua abertura, a fim de abrigar os acervos das ferrovias, Estrada de Ferro Sorocabana, Estrada de Ferro Noroeste do Brasil e Companhia Paulista de Estrada de Ferro, este acervo viria de várias regiões onde o trem fez sua passagem ou foram construídas suas estações. Em 1986 estava começando a cursar História na USC acabei por trabalhar um tempo no que foi chamado de “1ª Mostra do Museu Ferroviário”, que funcionou na antiga Estação Paulista, na Rua Rio Branco, quadra três.  Me apaixonei pela ferrovia e pela sua importância histórica na cidade, principalmente quando recebia a visita de vários ferroviários e flagrar seus olhos marejados ao relembrar as peças que contavam suas histórias!  Mas não foi ainda nesta data que o museu começou a funcionar, isto se deu somente em 26 de agosto de 1989, com a inauguração da primeira exposição permanente do Museu Ferroviário Regional de Bauru, no prédio atual, situado na Rua Primeiro de Agosto, centro de Bauru, ao lado da Estação Ferroviária, antigo escritório da Diretoria Administrativa da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, num complexo de quatro salas e um auditório. Oferecendo exposição de fotografias, documentos, peças originais, maquetes e recriação de ambientes que nos remetem aos anos 30, 40 e 50. E o mais interessante está sendo os passeios numa legítima maria-fumaça, como parte integrante do projeto “Ferrovia para Todos” da Secretaria Municipal de Cultura. Estamos no caminho certo, a passos lentos, porém já caminhados, o que é um alento. Mas observando este grande espaço de tempo, da criação da lei até a implantação em 1989, podemos perceber que os órgãos municipais travaram uma guerra para que de fato o museu existisse isto porque no Brasil não há esta consciência formada sobre a importância da preservação da memória histórica, sobre o fato de que somos continuidade e que a história não finda e nem começa em nossa geração, mas é resultante da anterior e de seus caminhos acertados ou não. Rever o acervo do museu ferroviário é sentir a pulsação de vidas, seus sonhos, suas lutas, suas contradições, suas produções, suas dores e amores! O museu é vida e não velharia que deve ser preservada tão e somente. Deve ser foco de interesse e de pesquisa para a nossa atual geração a fim de que procuremos novos acertos na construção do hoje. Em nome dos meus alunos da Escola Estadual Santa Edwirges, venho publicamente agradecer a aula de história mais rica que meus alunos tiveram em suas vidas!




                                           Estação Ferroviária de Bauru

Maria Fumaça em funcionamento









Aquele dia ela acordou cansada e não quis sair com sua bolsa a tiracolo. Saiu leve, livre e solta! Saltitante sentiu-se como um pássaro na leveza do voar escapado. E sorriu, pois nada impedia o seu caminhar por entre as ruas, multidões e caminhões. Que benção subir as escadarias do metrô sem ter sua bolsa prensada e muito menos no meio da turbe e dentro dos lotados vagões! Andou sem medo de assaltos ou roubos!

Estava enfim, a mulher livre das piores sensações que experimentava cotidianamente com sua bolsa a tiracolo.
 Lembrou-se com um sorriso furtivo dos maus momentos no banheiro público, onde tinha que manter sua bolsa equilibrada com com seu salto 15,  no desempenho do ato. Era alívio total! A mulher sentia-se a melhor das criaturas!

No entanto, no decorrer do dia, sentiu falta de seus mais valiosos pertences, não pôde trocar a cor de seu batom conforme o dia passava e isto era preocupante, pois estava sem seu necessaire de batons, brilhos e blushes como gostava toda mulher, retocá-los conforme o ambiente e luminosidade, por exemplo, quando saía à rua,  usava um batom com cor mais quente, já no ambiente do fechado e de iluminação artificial do escritório,  gostava de usar uma cor mais suave, não muito sensual.
Sentiu também falta de seu kit de linhas e agulhas, o que lhe possibilitava um arranjo acidental de um botão que lhe caísse no dia a dia, só de pensar na possível situação, entrava em pânico. Sentiu muita falta de seu porta-escovas, fio dental e enxaguante bucal, pois como iria mostrar dentes limpos e paladar aromático de hortelã nas cansativas reuniões? 
Sentiu falta e como sentiu,  de seu pente e escova para a escovação diária antes de uma aparição aos clientes que tinha como função dar boas vindas na empresa! Pensava o quão tinha sido tola, abstendo-se de seu porta óculos de sol, suas lentes autocorretivas, e seu óculos de leitura quando se cansasse das lentes. A mulher  entrou  em desespero quando necessitou dos números de seu CPF, RG, holerites, carteira de motorista (usada em operações da empresa).
 Arrependeu-se ao não ter trazido consigo o porta-absorvente, pois bem nesse dia percebeu que suas regras haviam começado, não podia ser! Seu celular foi esquecido, bem como seu Pager , ao precisar de seus contatos para fechar uma publicidade que lhe daria nome e respeito na empresa. Arrependeu-se amargamente de sua aventura.
Como entraria em casa sem seu controle do portão? E como aliviaria o vozerio  noturno do horário do rush, sem seu MP4 ? Já havia complicado sua entrada sem o molho de chaves do escritório, das salas de projeção e de sua sala.  Lembrou-se também que nesse dia tinha marcado uma lista de compras com coisas pequenas que faltavam em sua casa, como o Toddy diário de seu filho, bem como as fórmulas homeopáticas do tratamento de seu marido e as suas de emagrecimento. Arrependeu-se,  porque dentro da bolsa mantinha também da fatura de seu cartão com vencimento naquele dia, o que provocaria um gasto a mais no pagamento atrasado. 
Nada mais triste do que esta situação... Mas o pior ainda estava por vir, voltou para casa molhada, pois o guarda chuva que levava consigo, a espera das mudanças bruscas do tempo, também não o tinha trazido para sua salvação,numa chuva repentina,   e na correria para se esconder  da chuva, saltou-lhe dois botões de sua blusa secretária,  o que a forçou passar por muitas situações constrangedoras e enormes  "fius  fius"   dos homens de "cantadas deselegantes" nas ruas. 
Sentia-se nua, sem nome, sem lenço, sem documento, sem identidade, pois sua bolsa era seu tudo,  e no fim de seu dia nada sobrou dela, nada que não fosse apenas um enorme vazio existencial.

A Autora Zilda Palloni Somense - Blog Senso Crítico. 

O que é felicidade?






Nenhum ser Feliz pode saber que o é. Com a felicidade acontece o mesmo que com a verdade: não se possui, mas está-se nela. Sim, a felicidade não é mais do que o estar envolvido, reflexo da segurança do seio materno. Por isso, nenhum ser feliz pode saber que o é. Para ver a felicidade, teria de dela sair: seria então como um recém-nascido. Quem diz que é feliz mente, na medida em que jura, e peca assim contra a felicidade. Só lhe é fiel quem diz: fui feliz. A única relação da consciência com a felicidade é o agradecimento: tal constitui a sua incomparável dignidade.
Theodore Adorno, in "Minima Moralia".



Como não podemos ter clareza da felicidade em nossa vida, pensa que do jeito que vives e te faz bem, são dias de felicidade, pois só saberemos depois de tê-los vivido. 


Portanto, curta o seu dia,  se acercando de coisas que façam bem a alma, como: ler um livro de que gosta, aguardar as plantas, curtir um bom filme, contemplar as estrelas, se puder, ir a um templo, visitar um amigo saudoso, 



visite uma casa de anciãos abandonados, comprar um presente sem motivo especial e dá-lo a quem se ama, enviar um email pessoal, preparar um bolo, plantar uma árvore, 




fazer uma viagem curta a um lugar que lhe traga boas lembranças ou que vão deixa-las, debruce-se sobre um projeto de estudo, vá ao túmulo de quem você sempre admirou em vida e ofereça-lhe uma oração, limpe sua casa, faça um almoço agradável...


Oras, há tantas  pequenas coisas que fazemos e podemos fazer, que nem nos apercebemos que podemos ser felizes!









Relembrando uma propaganda da Fundação Roberto Marinho de 1988, com a genial Fernanda Montenegro “Que país é este?”, onde se mostrava o que a falta de memória histórica produz: a falta de identidade de um povo, e serve para ilustrar muito bem as vicissitudes de nossa história atual. Lendo a reportagem “Patrimônio ferroviário de Bauru irá para Guararema”, senti-me impotente e ferida pela falta de respeito com a história de Bauru! Enquanto reles cidadãos (assim que me sinto) nada podemos fazer para evitar a retirada o patrimônio de cerca de três quilômetros de trilhos inativos instalados em solo bauruense. O Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural (Codepac) de Bauru alega que houve demora da Justiça no julgamento da liminar que pede a preservação desta área e notamos que agora é tarde para evitar a saída dos trilhos para Guararema.

Mas de outro lado, notamos interesses de se construir apartamentos residenciais ao longo da Avenida Pedro de Toledo, inclusive parte dos trilhos doados à Guararema é de propriedade do grupo Marca, que há três anos aguarda autorização para construir o conjunto de apartamentos. De acordo com a reportagem, os mesmos ajudarão a revitalizar a região, valorizando o potencial turístico da cidade e seu patrimônio ferroviário. Como? “Esta linha, que integra um trecho de 100 metros dentro da propriedade do Grupo Marca, seria mantida para garantir a implantação de um projeto de ampliação do passeio da locomotiva “Maria Fumaça”.

“A ideia é que este passeio possa ser inserido dentro da nossa área, interligando a antiga Estrada de Ferro Sorocabana à Estação da NOB (Estrada de Ferro Noroeste do Brasil)”, frisa Cortellini.” De uma forma ou de outra, acredito que houve da parte de nossos governos anterior e atual a demora em tomar uma ação mais firme em relação a esta área que tanto projetou o crescimento de Bauru. Se há 10, 15 anos atrás tivessem promovido políticas para preservar toda a área central da Antiga Noroeste do Brasil, Sorocabana e Paulista, não estaríamos hoje nesta saia justa e perdendo estes trilhos, não estaríamos perdendo nossa memória histórica. Concluímos com o pensamento de Arendt (1997): “Sem testamento ou, resolvendo a metáfora, sem tradição — que selecione e nomeie, que transmita, e preserve que indique onde se encontram os tesouros e qual o seu valor — parece não haver nenhuma continuidade consciente no tempo, e portanto, humanamente falando, nem passado nem futuro, mas tão-somente a sempiterna mudança do mundo e o ciclo biológico das criaturas que nele vivem. Com certeza daqui a poucos, aliás há pouquíssimos anos, não nos lembraremos de nosso pátio ferroviário, nossa estação, e nem lembraremos onde ficava aquele relógio da Casa Lusitana...que casa Lusitana...Não nos esqueçamos que para exigirmos uma Bauru melhor no futuro, precisamos conhecer sua história para preservarmos o necessário para termos uma identidade histórica!














Títulos

1.        Harry Potter e os Talismãs da Morte Parte II
2.      Transformers 2
3.     Piratas das Caraíbas: Por Estranhas Marés
4.      Kung Fu Panda 2
         Velocidade Furiosa 5
         A Ressaca Parte II
7.      Carros 2
8.     Rio
9.     Thor
10.  Os Smurfs
11.     X-Men: O Início
12.   Capitão América: O Primeiro Vingador
13.   Planeta dos Macacos: A Origem
14.   A Melhor Despedida de Solteira
15.   Super 8
16.   Rango
17.   The Green Hornet
18.   Engana-me Que Eu Gosto
19.   Lanterna Verde
20.Invasão Mundial: Batalha Los Angeles