Eu sou aquela de blusinha preta e calça jeans délavé...uma menina mulher entre as meninas suas alunas, não me reconheci de imediato, pois aquela menina não existe mais! Cresci junto com meus alunos, colegas de profissão, colegas que viraram amigos, diretores, supervidores, de Bauru, Rio Claro e Piracicaba. Enfim, uma gama de profissionais da educação. Juntos tentamos fazer um mundo melhor! Acreditamos juntos e lutamos contra muitos revezes. Passaram se 27 anos e finalizo meu magistério. Renovar é preciso, novos projetos são necessários, precisamos sair de nossa zona de conforto. Agradeço aos alunos do início da carreira e os atuais por comemorarem junto comigo e deixar seu agradecimento. Cada um me conheceu numa etapa, e numa busca de conhecimento constante, nunca estive pronta, como não estou! Conhecimento novo se aprende a cada instante! Mas os últimos dias produziram uma retrospectiva histórica em minha mente, e posso afirmar com todas as letras, todos vocês me acrescentaram e me fizeram melhor! Em mim vai um pouco de vocês e em vocês vai um pouco de mim! Conhecimento é troca...participem mais, leiam mais, estudem mais, pesquisem mais...realizem seus projetos e sonhos! Assim saberei que a luta nunca foi em vão! Finalizo com uma frase que me diz muito ao coração, dita por Olga Benário, " Lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo!
Refletindo sobre cultura, história e poesias autorais!
Postado por Zilda Palloni Somense às quarta-feira, janeiro 27, 2016
O que é o amor?!
Difícil saber a resposta. No entanto, há algumas considerações a se fazer sobre o assunto! Primeiramente a que se repensar a ideia que só se ama na adolescência. O amor chega a qualquer hora e em qualquer idade. O amor irrompe em toda idade, porque é sentimento, emoção e encantamento. Isso não depende mesmo de idade. Em segundo lugar há que se observar a diferença entre amor e paixão, ambos são parte de um mesmo processo. Em primeiro lugar inicia-se a paixão. E depois este sentimento arrebatador de emoções, pode dar lugar a um sentimento mais tranquilo, a que chamamos amor. A paixão e o amor na Idade Média eram vistos como uma doença que atacava o coração do homem , e em consequência, a mulher era vista como um ser demoníaco, deixando-o vulnerável e ao se apoderar da sua alma o inebriando e o adoecendo até a morte. Essa visão do amor e da paixão, era péssima e ainda desperta certos tabus em nossa vida. Não se vê com bons olhos a paixão ainda hoje. E muito menos quando ela acontece em uma idade madura. No entanto, essa visão do amor já é ultrapassada e a ciência já comprovou ser uma inverdade tal concepção. E como amor é sentimento, emoção, e bem distante da razão, é natural que ele aconteça em qualquer idade e se leva à morte ou não, que seja por amor!
Difícil saber a resposta. No entanto, há algumas considerações a se fazer sobre o assunto! Primeiramente a que se repensar a ideia que só se ama na adolescência. O amor chega a qualquer hora e em qualquer idade. O amor irrompe em toda idade, porque é sentimento, emoção e encantamento. Isso não depende mesmo de idade. Em segundo lugar há que se observar a diferença entre amor e paixão, ambos são parte de um mesmo processo. Em primeiro lugar inicia-se a paixão. E depois este sentimento arrebatador de emoções, pode dar lugar a um sentimento mais tranquilo, a que chamamos amor. A paixão e o amor na Idade Média eram vistos como uma doença que atacava o coração do homem , e em consequência, a mulher era vista como um ser demoníaco, deixando-o vulnerável e ao se apoderar da sua alma o inebriando e o adoecendo até a morte. Essa visão do amor e da paixão, era péssima e ainda desperta certos tabus em nossa vida. Não se vê com bons olhos a paixão ainda hoje. E muito menos quando ela acontece em uma idade madura. No entanto, essa visão do amor já é ultrapassada e a ciência já comprovou ser uma inverdade tal concepção. E como amor é sentimento, emoção, e bem distante da razão, é natural que ele aconteça em qualquer idade e se leva à morte ou não, que seja por amor!
Postado por Zilda Palloni Somense às domingo, setembro 28, 2014
Pudera ser noite densa
Daquelas que nos exigem vagalumes
Acenderia minha estrela interna
ou preferiria a aspereza dos sonhos?
Do amor não consigo sair imune
abro minhas entranhas e retiro com estranheza sua alma
envolta em papel amassado por estes devaneios tolos!
Postado por Zilda Palloni Somense às domingo, setembro 28, 2014
Carrinho de caixas de fósforo
Bonecas de milho com seus cabelos ruivos e rosas
Pratinhos de caquinhos diversos
A prosa correndo na roda dos mais velhos
O paiol brincadeira favorita da molecada
Pular de saca em saca era a festa
Morcegos escondidos à espreita
Aranhas incomodadas achavam graça
O terreiro de café vazio lembrando os anos idos
Em que café era ouro na praça
Agora servia pra “quarar” roupas
Branquinhas ficavam nos varais coloridos
Os cavalos idosos que lá chegavam
Diziam lá ser sua ultima morada
Mortadela ou charque era seu destino
Nós sofríamos com esse desatino
Nas mangueiras centenárias subíamos depressa
Pulávamos de galho em galho atrás das saborosas:
Rosinhas, Bourbons, Manteigas e Espadas
Tinha à beça, e nos
gramados ficávamos todos lambuzados
Infância de grandes sonhos
De “bença” pai,
“bença” mãe
De juízo e respeito pelos “nonos”
Sabedoria de um mundo que não volta mais!
Zizi Palloni Somense
Poesias autorais
Postado por Zilda Palloni Somense às domingo, setembro 28, 2014
Estrela
Chuva fina, em minha mente
tens um som que acalanta
Os dias lindos vão ao longe
onde a alegria era uma constante
tens um som que acalanta
Os dias lindos vão ao longe
onde a alegria era uma constante
Fogão à lenha, chama crepitando
Aquecia o coração dos infantes
Mãe silente ao bebê embalando
Ela se jogou nos braços da morte
Aquecia o coração dos infantes
Mãe silente ao bebê embalando
Ela se jogou nos braços da morte
Voltaste anjo dormente
Envolta em fina flor
A maré da alma recuou
Sem entender a sua dor
Envolta em fina flor
A maré da alma recuou
Sem entender a sua dor
No firmamento nasceu uma estrela
Brilho intenso feito promessa
As vezes brilha com a lembrança
da chama crepitando, da fina chuva
dos dias lindos e findos.
Brilho intenso feito promessa
As vezes brilha com a lembrança
da chama crepitando, da fina chuva
dos dias lindos e findos.
Postado por Zilda Palloni Somense às terça-feira, outubro 15, 2013
De acordo com um ditado africano, "Quando morre um homem é como se incendiasse uma biblioteca", oras vejam, a sabedoria deste ditado vindo de um continente esquecido, discriminado e explorado por tanto tempo no mundo. Os africanos não viveram na Europa medieval, onde bibliotecas grandiosas escondiam e afastavam o conhecimento das massas camponesas e ficando assim o saber preservado nas mãos de poucos: nobres e o clero católico. O tempo passou e hoje a humanidade, em pleno século 21 não entendeu tal ditado. Hoje a humanidade pouco aprende com a menina MALALA, a menina paquistanesa que lutou e quase morreu por tentar estudar, no seu país a mulher ainda não alcançou esses direitos, e deve ser subserviente ao homem. Seu pai, um PROFESSOR, não deseja um futuro de submissão à filha e sabe o valor do CONHECIMENTO. Mas veja no Brasil, um país onde o conhecimento é para todos, independente de sexo, etnia e religião. Será? No Brasil, temos o direito à educação, mas veja o que acontece no Estado de São Paulo e Brasil afora. A maioria devido as condições sócio-econômica não completam os estudos. São inúmeros os problemas que afetam sua cognição. O governo num populismo terrível, oferece bolsas a fim de que o educando vá adiante. Errado, sempre aprendi que não se deve dar o peixe e sim a vara para se aprender a pescar. A maioria vai a escola, não pelo conhecimento, mas pela bolsa. Inclusive ela esta ligada a sua assiduidade e não a sua aprendizagem. Como seus problemas são estruturais e históricos, o aluno não aprende, por falta de estímulo e por não ver grandeza no conhecimento, já que quer soluções práticas para sair de sua vida difícil. Quer consumir o que a sociedade oferece: um celular, um óculos, uma calça, e assim por diante. Ele não vê perspectiva na escola, e dá mais valor ao emprego do que ao estudo e o abandona. A situação em que sua família se encontra não permite que ele tenha sonhos e nem perspectiva de futuro. Ficam no meio do caminho. E por falta de estudo ficam também no subemprego, com subsalários. Alguns poucos conseguem fazer a ponte do conhecimento. São raros, conta-se numa sala de quarenta alunos, dois ou três no máximo. Esses possuem geralmente uma moral religiosa ou seus pais tem bons empregos, com salários pouco maiores. Sabem eles que o caminho é adquirir conhecimentos e não passar de ano. Terminam o Ensino Médio, e pouquíssimos chegam à Universidade. E ainda assim raros, conseguem estudar numa pública, não paga. Estes apesar do meio social carente, valorizaram o CONHECIMENTO e perceberam o seu potencial de TRANSFORMAÇÃO. Na vida de todos, o PROFESSOR foi essencial. E se você leu até aqui num FACEBOOK, é porque esta acima da média e é um ser aprendente, o que falta em nossa sociedade enfim. Você faz parte da minoria, mas sabemos que minorias não fazem transformações sociais, é preciso lutar para que elas atinjam todos: essa é a função do PROFESSOR!
Professora Zilda Palloni Somense.
*imagem do blog professor Adão Máximo Trindade
De acordo com um ditado africano, "Quando morre um homem é como se incendiasse uma biblioteca", oras vejam, a sabedoria deste ditado vindo de um continente esquecido, discriminado e explorado por tanto tempo no mundo. Os africanos não viveram na Europa medieval, onde bibliotecas grandiosas escondiam e afastavam o conhecimento das massas camponesas e ficando assim o saber preservado nas mãos de poucos: nobres e o clero católico. O tempo passou e hoje a humanidade, em pleno século 21 não entendeu tal ditado. Hoje a humanidade pouco aprende com a menina MALALA, a menina paquistanesa que lutou e quase morreu por tentar estudar, no seu país a mulher ainda não alcançou esses direitos, e deve ser subserviente ao homem. Seu pai, um PROFESSOR, não deseja um futuro de submissão à filha e sabe o valor do CONHECIMENTO. Mas veja no Brasil, um país onde o conhecimento é para todos, independente de sexo, etnia e religião. Será? No Brasil, temos o direito à educação, mas veja o que acontece no Estado de São Paulo e Brasil afora. A maioria devido as condições sócio-econômica não completam os estudos. São inúmeros os problemas que afetam sua cognição. O governo num populismo terrível, oferece bolsas a fim de que o educando vá adiante. Errado, sempre aprendi que não se deve dar o peixe e sim a vara para se aprender a pescar. A maioria vai a escola, não pelo conhecimento, mas pela bolsa. Inclusive ela esta ligada a sua assiduidade e não a sua aprendizagem. Como seus problemas são estruturais e históricos, o aluno não aprende, por falta de estímulo e por não ver grandeza no conhecimento, já que quer soluções práticas para sair de sua vida difícil. Quer consumir o que a sociedade oferece: um celular, um óculos, uma calça, e assim por diante. Ele não vê perspectiva na escola, e dá mais valor ao emprego do que ao estudo e o abandona. A situação em que sua família se encontra não permite que ele tenha sonhos e nem perspectiva de futuro. Ficam no meio do caminho. E por falta de estudo ficam também no subemprego, com subsalários. Alguns poucos conseguem fazer a ponte do conhecimento. São raros, conta-se numa sala de quarenta alunos, dois ou três no máximo. Esses possuem geralmente uma moral religiosa ou seus pais tem bons empregos, com salários pouco maiores. Sabem eles que o caminho é adquirir conhecimentos e não passar de ano. Terminam o Ensino Médio, e pouquíssimos chegam à Universidade. E ainda assim raros, conseguem estudar numa pública, não paga. Estes apesar do meio social carente, valorizaram o CONHECIMENTO e perceberam o seu potencial de TRANSFORMAÇÃO. Na vida de todos, o PROFESSOR foi essencial. E se você leu até aqui num FACEBOOK, é porque esta acima da média e é um ser aprendente, o que falta em nossa sociedade enfim. Você faz parte da minoria, mas sabemos que minorias não fazem transformações sociais, é preciso lutar para que elas atinjam todos: essa é a função do PROFESSOR!
Professora Zilda Palloni Somense.
*imagem do blog professor Adão Máximo Trindade
Professora Zilda Palloni Somense.
*imagem do blog professor Adão Máximo Trindade
Postado por Zilda Palloni Somense às sexta-feira, outubro 11, 2013
Como esta a Educação no Brasil
Observe a minha alegria e orgulho nesta foto.
Observe atentamente meus olhos marejados de emoção!
Ela é da minha formatura em Pedagogia no ano de 2001
que eu fiz com inúmeras dificuldades, inclusive a gravidez
de meu filho mais novo, no percurso!
Fiz esta faculdade pela convicção de que o caminho que eu
sempre devia ter trilhado era este mesmo, o da educação! E
apesar de 24 anos de magistério, ainda acredito era este
mesmo o caminho a ser trilhado.
Apesar de ouvir dizer constantemente de que quem não
está feliz na Educação, que saia dela.
Como posso jogar fora uma profissão maravilhosa, que
escolhi, mesmo sabendo sobre o baixo salário e as
péssimas condições estruturais do Estado, esmagador
Estado!
Porém, eu não escolhi uma escola que é vista como
empresa, que tem que dar lucros no final do ano,
entendendo como lucro, o aluno passar meramente de ano,
independente se tenha aprendido ou não, também não me
sinto responsável por um aluno não alcançar sucesso na
escola, pois não sou psico-pedagoga, psicóloga,
fonoaudióloga,psiquiatra, entre outras profissões
necessárias na escola,a fim de resgatar um aluno e
restaurar situações familiares dramáticas que
incindem claramente na sua aprendizagem, um aluno
que esta exposto a violência, carência afetiva, ou seja,
uma desestruturação familiar, social e
econômica.
Eu não sou super heroína, ao contrário sou humana e não
acredito que estamos humanizando e transformando o
educando num ser autônomo.
Estamos sim, apenas
perpetuando uma a exclusão social, latente no país, desde
os tempos coloniais.
Em nosso trabalho diário, nós professores ainda tentamos
resgatar, salvar,
melhorar, amar,
lutar, conscientizar o educando, pois acredito nas
mudanças sociais que venham da participação da maioria
do social. Mas estou farta de ouvir que se não estou
satisfeita, devo sair da
Educação, eu não desejo sair, quero uma educação melhor
e mais respeitosa com o direito de aprender do aluno e o
meu dever de ensinar a fim de que
ele saia da mediocridade a que esta exposto nesta
sociedade competitiva, mas que não dá aos atores sociais as
mesmas oportunidades de condição!
Postado por Zilda Palloni Somense às domingo, setembro 08, 2013
Urânio, elemento químico metálico, radioativo
Plutônio, elemento químico artificial, radioativo
Rádio, elemento químico metálico, radioativo
Nos reatores das usinas, os átomos de urânio
se desintegram produzindo muita energia.
2
Átomo, partícula de matéria extremamente pequena
Formulada por ondas de energia calorífera e luminosa
Juntando esses elementos constroem-se bombas que
provocariam o ARMAGEDON
Devido A destruição desta ciência engenhosa
3
Está fórmula foi testada em uma população no Japão
Coisa pior não há já que seres humanos de qualquer
Nação não merecia tamanha destruição
Provocada por estes elementos químicos em fissão
4
Isto com o claro propósito de forçar a Rendição
Produzindo medo e humilhação
Medo alimentado desde então, de nação em nação!
Servindo de exemplo ao que acontece, aos países que
da guerra não abrem mão!
Poema produzido pela Zilda Palloni Somense
Plutônio, elemento químico artificial, radioativo
Rádio, elemento químico metálico, radioativo
Nos reatores das usinas, os átomos de urânio
se desintegram produzindo muita energia.
2
Átomo, partícula de matéria extremamente pequena
Formulada por ondas de energia calorífera e luminosa
Juntando esses elementos constroem-se bombas que
provocariam o ARMAGEDON
Devido A destruição desta ciência engenhosa
3
Está fórmula foi testada em uma população no Japão
Coisa pior não há já que seres humanos de qualquer
Nação não merecia tamanha destruição
Provocada por estes elementos químicos em fissão
4
Isto com o claro propósito de forçar a Rendição
Produzindo medo e humilhação
Medo alimentado desde então, de nação em nação!
Servindo de exemplo ao que acontece, aos países que
da guerra não abrem mão!
Poema produzido pela Zilda Palloni Somense
Postado por Zilda Palloni Somense às segunda-feira, agosto 12, 2013
Homenagem ao meu pai Aléssio Somense
vista pela primeira vez num ultrassom ou mesmo na
barriga da mamãe.
eu não tinha nenhum parentesco com você...
piscando e coçando o nariz, e assim te conheci.
Lógico o cenário que vias era para ficar nervoso
mesmo...
bacias no chão em uma casa sem cuidados, pois uma
lar sem a mãe fica desorientado.
vegetando em um dos cômodos da casa, acometida
por um câncer fatal.
teve preconceitos e nem medos...levou-me para
casa, cuidou de mim, curou-me a saúde frágil, a alma
e os medos.
problemáticas, mas com seu amor constante, nunca
me abandonou e sempre me ajudou a superá-los.
errar pra aprender não tem?
por que você foi meu único pai! Fica com Deus onde
estás, e acredite, a vida era bem melhor com sua
presença: Aléssio Somense!
Você me conheceu numa situação adversa....não fui
vista pela primeira vez num ultrassom ou mesmo na
barriga da mamãe.
Você me conheceu pela primeira vez aos sete anos, e
eu não tinha nenhum parentesco com você...
Você tinha tique toda vez que ficava nervoso, ficava
piscando e coçando o nariz, e assim te conheci.
Lógico o cenário que vias era para ficar nervoso
mesmo...
Quatro crianças sujinhos comendo em pequenas
bacias no chão em uma casa sem cuidados, pois uma
lar sem a mãe fica desorientado.
A mãe, uma senhora(a mãe das crianças) estava
vegetando em um dos cômodos da casa, acometida
por um câncer fatal.
E você, meu pai adotivo, junto de minha mãe, não
teve preconceitos e nem medos...levou-me para
casa, cuidou de mim, curou-me a saúde frágil, a alma
e os medos.
E deu-me educação moral, escolar e religiosa.
Formou-me e me fez ser o que hoje sou.
Na juventude, lógico, tivemos situações
problemáticas, mas com seu amor constante, nunca
me abandonou e sempre me ajudou a superá-los.
Fiz muita coisa que te magoou, mas os filhos tem que
errar pra aprender não tem?
E hoje estou aqui prestando-lhe uma homenagem,
por que você foi meu único pai! Fica com Deus onde
estás, e acredite, a vida era bem melhor com sua
presença: Aléssio Somense!
Sobre a Cidade de Campos do Jordão | Guia de Campos do Jordão
Postado por Zilda Palloni Somense às domingo, julho 07, 2013
Sobre a Cidade de Campos do Jordão | Guia de Campos do Jordão
Web Cam Campos do Jordão, Imagens ao Vivo da Cidade | Guia de Campos do Jordão
Cidade encanto, que consegue unir diversão, ecologia, história, requinte e cultura!
Web Cam Campos do Jordão, Imagens ao Vivo da Cidade | Guia de Campos do Jordão
Cidade encanto, que consegue unir diversão, ecologia, história, requinte e cultura!
Festa de São João em Tupi, distrito de Piracicaba
Postado por Zilda Palloni Somense às quinta-feira, junho 06, 2013
Posto aqui o motivo de meu afastamento do blog!
Como eu disse estava fazendo uma especialização em História pela Unicamp/ SEE/Redefor. Foi um curso de grande aproveitamento e especialização mesmo! Agora posto a síntese do projeto desenvolvido por mim nesses 12 meses de estudo.
As festas juninas no Estado de São Paulo:
continuidade, rupturas ou adaptações de contemporaneidade?
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM HISTÓRIA
REDEFOR
Autor(a):
Zilda
Palloni Somense
Palavras- Chave: Cultura popular -
Identidade cultural - festas populares - folclore - religiosidade.
Introdução
A proposta deste
trabalho busca a construção de um novo olhar sobre as festas juninas feitas no
Brasil da colonização portuguesa aos dias atuais, pois mesmo não sendo
originárias do espaço brasileiro, ao serem incorporadas no território,
receberam traços importantes da cultura indígena e africana.
Buscaremos fazer uma releitura do tema,
através de uma observação atenta à Festa de São João do distrito de Tupi,
pertencente ao município de Piracicaba, São Paulo, revendo sua vivência,
identidade, e significados na atualidade, na perspectiva da História Cultural.
Relacionaremos a memória dos participantes da
festa de Tupi, feita há 78 anos, a fim de analisar as possíveis transformações
que ocorreram na realização da festa, pois acreditamos que estas festas
constituem importante traço na cultura brasileira.
A Festa Junina do São João de Tupi, foi
construída historicamente por diversos atores sociais, apropriar-se de como se
deu este processo, observando sua dinâmica e de como se deu a participação dos
diversos sujeitos nesta trajetória, poderemos construir uma consciência sobre
sua importância na construção da identidade brasileira, procurando mantê-las,
modificá-las ou adaptá-las à contemporaneidade.
Justificativa/Desenvolvimento
Iniciaremos
nossas discussões
sobre o tema Festas Juninas a partir da observação de sua importância em nosso
calendário, que no mês de Junho, é realizada em todo o Brasil. Em escolas,
igrejas, entidades, empresas e até em condomínios residenciais. Célia Toledo Lucena demonstra em sua
obra A Festa
(Re)Visitada: (Re)significações e sociabilidades (2007, p. 97)), a importância destas festas para a
identidade de um povo como elemento que congrega, une e dá sentido a seu fazer
histórico, momento no qual ele manifesta seus anseios e expectativas, suas
tradições e devoções, um espaço
onde pode extravasar suas ações do cotidiano.
Através de entrevistas aos moradores de Tupi,
que estão à frente da organização da festa atualmente, percebermos que esta
passou por muitas adaptações para que tivesse continuidade nos dias atuais. Ao
serem questionados da importância da festa para cada um, foi resposta unânime
no sentido da festa ser propiciadora de uma identidade cultural, da
continuidade das tradições dos seus antecessores e também por uma questão de
fé, além de se fortalecerem enquanto comunidade.
Atualmente as festas juninas vêm assumindo
novas características devido ao crescente processo de urbanização.
Transportaram-se as mesmas para os centros urbanos, mas de uma maneira
superficial e sem clareza de seus elementos de origem. Em tupi, as adaptações
de contemporaneidade, dadas a partir da forte influência de culturas externas à
cultura local; bem como o crescente consumo de produtos industrializados
durante a festa; a inserção no cardápio de novos produtos “não típicos”; novos
estilos musicais; novos tipos de músicos (não apenas sertanejo); o término de
práticas ancestrais como a lavagem da imagem do santo e a passagem pelo
braseiro; podem colocar em risco a continuidade da festa? A absorção de novos
elementos culturais causam danos à identidade cultural do povo de Tupi?
Considerações Finais
A
escola que tem como função a construção de conhecimento e valorização da
cultura brasileira deve revelar-lhes a origem, trajetória e adaptações que
estas vêm sofrendo para manterem-se, a
fim de continuarem a ser este elemento de união, e identidade de um povo. E
pelo menos dentro do espaço escolar não deve haver a continuidade de
preconceitos contra a cultura caipira, sendo transformadora, educando seus
alunos para que percebam o quanto são importantes suas manifestações artísticas
e culturais, pois a apropriação destas nos muros escolares constrói uma
consciência histórica, tornando os alunos agentes desta. É necessário
resgatá-las e se ainda assim ocorrer mudanças na maneira de comemorá-las que
sejam feitas pelos participantes conscientemente e não por imposição.
Festa de São João do Distrito de Tupi
Convite para a festa de 2013: 79 anos de festa!
Levantamento do Mastro Junino
Passagem pelo braseiro: quem tem fé não queima o pé
*Fotos do arquivo da Fundação ROMI- responsável Sr. Antonio Carlos Angolini
Referências Bibliográficas:
ARAUJO, Alceu. M.
Poranduba Paulista. São Paulo: Escola de Sociologia e Política, 1957.
BEZERRA. Amélia, C.
A. Festa e Cidade: entrelaçamentos e proximidades 1 Espaço e Cultura, UERJ, RJ, N. 23, P. 7-18,
JAN./JUN. 2008.
BRANDÃO, C. R. Os
caipiras de São Paulo. São
Paulo: Brasiliense, 1983a.
CAMPOS. J. T. Festas
juninas nas escolas: lições de preconceitos. Educ. Soc., Campinas, vol. 28, n.
99, p. 590, maio/ago. 2007.
LIMA, Diana.
“Anticalvinismo brasileiro”. In: Folha de S. Paulo (Caderno Mais!), 12/07/2009.
LUCENA, Celia T.A
Festa (Re)Visitada: (Re)Significações e Sociabilidades. Anais2008 do Ceru 06.
pmd. 34º Encontro Nacional do Ceru, 2007.
Prudente, H. A.
Alimentos, bandeiras e folias: Elementos constituintes das festas subalternas.
Sãp Paulo Eca-USP, 2010
SETUBAL, M. A.
Vivências Caipiras Pluralidade Cultural e diferentes temporalidades na Terra
Paulista. CENPEC, São Paulo, 2005.
______Terra Paulista:
histórias, arte, costumes. p. 171. Manifestações artísticas e celebrações
populares no Estado de São Paulo. CENPEC. Imprensa Oficial do Estado de São
Paulo. 2004.
TRIGUEIRO. O. M.
Apropriações do folclore pelos meios de comunicação de massa e pelo turismo. O
caso concreto do São João de Campina Grande Paraíba, Paraíba, PB, 1993.
About Me
- Zilda Palloni Somense
- Rio Claro , SAO PAULO, Brazil
- Professora de História aposentada da Rede Estadual de Ensino de Piracicaba, na escola E E Pedro de Mello, São Paulo. Preocupada com nossa construção histórica e à busca de uma conscientização do leitor para assuntos que influenciam nossa vida.
Um pouco de minha vida!
Sou professora de história, leciono em escola pública, gosto do que faço ,adoro escrever e fazer poesias , além de leitura e assistir filmes e documentários de minha área de atuação. Sou mãe de Pedro e Guilherme: razão do meu viver!
Participe dos comentários!
Poste suas dúvidas e tentarei responde-las!
Seguidores
Total de visualizações de página
Atenção
Os posts mais lidos!
-
Vamos interpretar a música da Banda Legião Urbana: Indios? Esta música é maravilhosa de ouvir e de entender. Eis a letra: ...
-
Trago para estas novas gerações, algo que muito nos emocionou e encantou neste final de década e início dos anos 80. É a nostalgia, do f...
-
Matisse Dançar é uma arte, uma arte que expressa sentimentos. O corpo diz muito através da dança. A dança também traduz o estado de espír...
-
Agradeço a visita permanente de vocês! É com muito carinho que exponho aqui minhas idéias! Vocês são sempre bem vindos e por favor, come...
-
Sinopse: Baseado no clássico de HenryVan Dike. A estória de um homem sábio, contada de forma fascinante. Artaban (Martin Sheen), fil...
Pesquisar este blog
About
Zilda Palloni Somense
Zilda Palloni Somense. Tecnologia do Blogger.
Powered by WordPress
©
SENSO CRÍTICO - Designed by Matt, Blogger templates by Blog and Web.
Powered by Blogger.
Powered by Blogger.

















.jpg)



