O que é o amor?!


Difícil saber a resposta. No entanto, há algumas considerações a se fazer sobre o assunto! Primeiramente a que se repensar a ideia que só se ama na adolescência. O amor chega a qualquer hora e em qualquer idade. O amor irrompe em toda idade, porque é sentimento, emoção e encantamento. Isso não depende mesmo de idade. Em segundo lugar há que se observar a diferença entre amor e paixão, ambos são parte de um mesmo processo. Em primeiro lugar inicia-se a paixão. E depois este sentimento arrebatador de emoções, pode dar lugar a um sentimento mais tranquilo, a que chamamos amor. A paixão e o amor na Idade Média eram vistos como uma doença que atacava o coração do homem , e em consequência, a mulher era vista como um ser demoníaco, deixando-o vulnerável e ao se apoderar da sua alma o inebriando e o adoecendo até a morte. Essa visão do amor e da paixão, era péssima e ainda desperta certos tabus em nossa vida. Não se vê com bons olhos a paixão ainda hoje. E muito menos quando ela acontece em uma idade madura. No entanto, essa visão do amor já é ultrapassada e a ciência já comprovou ser uma inverdade tal concepção. E como amor é sentimento, emoção, e bem distante da razão, é natural que ele aconteça em qualquer idade e se leva à morte ou não, que seja por amor!








Pudera ser noite densa 

Daquelas que nos exigem vagalumes

Acenderia minha estrela interna 

ou preferiria a aspereza dos sonhos?

Do amor não consigo sair imune

abro minhas entranhas e retiro com estranheza sua alma 

envolta em papel amassado por estes devaneios tolos!








Infância na Fazenda

Carrinho de caixas de fósforo
Bonecas de milho com seus cabelos ruivos e rosas
Pratinhos de caquinhos diversos
A prosa correndo na roda dos mais velhos

O paiol brincadeira favorita da molecada
Pular de saca em saca era a festa
Morcegos escondidos à espreita
Aranhas incomodadas achavam graça

O terreiro de café vazio lembrando os anos idos
Em que café era ouro na praça
Agora servia pra “quarar” roupas
Branquinhas ficavam nos varais coloridos

Os cavalos idosos que lá chegavam
Diziam lá ser sua ultima morada
Mortadela ou charque era seu destino
Nós sofríamos com esse desatino

Nas mangueiras centenárias subíamos depressa
Pulávamos de galho em galho atrás das saborosas:
Rosinhas, Bourbons, Manteigas e Espadas
Tinha à beça,  e nos gramados ficávamos todos lambuzados

Infância de grandes sonhos
De “bença”  pai, “bença” mãe
De juízo e respeito pelos “nonos”
Sabedoria de um mundo que não volta mais!

Zizi Palloni Somense






Poesias autorais


Estrela

Chuva fina, em minha mente
tens um som que acalanta
Os dias lindos vão ao longe
onde a alegria era uma constante
Fogão à lenha, chama crepitando
Aquecia o coração dos infantes
Mãe silente ao bebê embalando
Ela se jogou nos braços da morte
Voltaste anjo dormente
Envolta em fina flor
A maré da alma recuou
Sem entender a sua dor
No firmamento nasceu uma estrela
Brilho intenso feito promessa
As vezes brilha com a lembrança
da chama crepitando, da fina chuva
dos dias lindos e findos.
De acordo com um ditado africano, "Quando morre um homem é como se incendiasse uma biblioteca", oras vejam, a sabedoria deste ditado vindo de um continente esquecido, discriminado e explorado por tanto tempo no mundo. Os africanos não viveram na Europa medieval, onde bibliotecas grandiosas escondiam e afastavam o conhecimento das massas camponesas e ficando assim o saber preservado nas mãos de poucos: nobres e o clero católico. O tempo passou e hoje a humanidade, em pleno século 21 não entendeu tal ditado. Hoje a humanidade pouco aprende com a menina MALALA, a menina paquistanesa que lutou e quase morreu por tentar estudar, no seu país a mulher ainda não alcançou esses direitos, e deve ser subserviente ao homem. Seu pai, um PROFESSOR, não deseja um futuro de submissão à filha e sabe o valor do CONHECIMENTO. Mas veja no Brasil, um país onde o conhecimento é para todos, independente de sexo, etnia e religião. Será? No Brasil, temos o direito à educação, mas veja o que acontece no Estado de São Paulo e Brasil afora. A maioria devido as condições sócio-econômica não completam os estudos. São inúmeros os problemas que afetam sua cognição. O governo num populismo terrível, oferece bolsas a fim de que o educando vá adiante. Errado, sempre aprendi que não se deve dar o peixe e sim a vara para se aprender a pescar. A maioria vai a escola, não pelo conhecimento, mas pela bolsa. Inclusive ela esta ligada a sua assiduidade e não a sua aprendizagem. Como seus problemas são estruturais e históricos, o aluno não aprende, por falta de estímulo e por não ver grandeza no conhecimento, já que quer soluções práticas para sair de sua vida difícil. Quer consumir o que a sociedade oferece: um celular, um óculos, uma calça, e assim por diante. Ele não vê perspectiva na escola, e dá mais valor ao emprego do que ao estudo e o abandona. A situação em que sua família se encontra não permite que ele tenha sonhos e nem perspectiva de futuro. Ficam no meio do caminho. E por falta de estudo ficam também no subemprego, com subsalários. Alguns poucos conseguem fazer a ponte do conhecimento. São raros, conta-se numa sala de quarenta alunos, dois ou três no máximo. Esses possuem geralmente uma moral religiosa ou seus pais tem bons empregos, com salários pouco maiores. Sabem eles que o caminho é adquirir conhecimentos e não passar de ano. Terminam o Ensino Médio, e pouquíssimos chegam à Universidade. E ainda assim raros, conseguem estudar numa pública, não paga. Estes apesar do meio social carente, valorizaram o CONHECIMENTO e perceberam o seu potencial de TRANSFORMAÇÃO. Na vida de todos, o PROFESSOR foi essencial. E se você leu até aqui num FACEBOOK, é porque esta acima da média e é um ser aprendente, o que falta em nossa sociedade enfim. Você faz parte da minoria, mas sabemos que minorias não fazem transformações sociais, é preciso lutar para que elas atinjam todos: essa é a função do PROFESSOR!

Professora Zilda Palloni Somense.


*imagem do blog professor Adão Máximo Trindade
Como esta a Educação no Brasil


Observe a minha alegria e orgulho nesta foto.


Observe atentamente meus olhos marejados de emoção!

Ela é da minha formatura em Pedagogia no ano de 2001

que eu fiz com inúmeras dificuldades, inclusive a gravidez

de meu filho mais novo, no percurso!

Fiz esta faculdade pela convicção de que o caminho que eu 

sempre devia ter trilhado era este mesmo, o da educação! E

apesar de 24 anos de magistério,  ainda acredito era este 

mesmo o caminho a ser trilhado.

Apesar de ouvir dizer constantemente de que quem não 

está feliz na Educação, que saia dela. 

Como posso jogar fora uma profissão maravilhosa, que 

escolhi, mesmo sabendo sobre o baixo salário e as 

péssimas condições estruturais do Estado, esmagador 

Estado!

Porém, eu não escolhi uma escola que é vista como

empresa, que tem que dar lucros no final do ano, 

entendendo como lucro, o aluno passar meramente de ano,

independente se tenha aprendido ou não, também não me

sinto responsável por um aluno não alcançar sucesso na

escola, pois não sou psico-pedagoga, psicóloga, 

fonoaudióloga,psiquiatra, entre outras profissões 

necessárias na escola,a fim de resgatar um aluno e 

restaurar situações familiares dramáticas que 

incindem claramente na sua aprendizagem, um aluno 

que esta exposto a violência, carência afetiva, ou seja, 

uma desestruturação familiar, social e 

econômica. 

Eu não sou super heroína,  ao contrário  sou humana e não

acredito que  estamos humanizando e transformando o 

educando num ser autônomo.

 Estamos sim, apenas 

perpetuando uma a exclusão social, latente no país, desde 

os tempos coloniais.

Em nosso trabalho diário, nós professores ainda tentamos

 resgatar, salvar, 

melhorar, amar,

lutar, conscientizar o educando, pois acredito nas

mudanças sociais que venham da participação da maioria 

do social. Mas estou farta de ouvir que se não estou 

satisfeita, devo sair da 

Educação, eu não desejo sair, quero uma educação melhor 

e mais respeitosa com o direito de aprender do aluno e o

meu dever de ensinar a fim de que 

 ele saia da mediocridade a que esta exposto nesta 

sociedade competitiva, mas que não dá aos atores sociais as

 mesmas oportunidades de condição!
Urânio, elemento químico metálico, radioativo

Plutônio, elemento químico artificial, radioativo


Rádio, elemento químico metálico, radioativo

Nos reatores das usinas, os átomos de urânio


se desintegram produzindo muita energia.

2

Átomo, partícula de matéria extremamente pequena


Formulada por ondas de energia calorífera e luminosa


Juntando esses elementos constroem-se bombas que


provocariam o ARMAGEDON

Devido A destruição desta ciência engenhosa


3

Está fórmula foi testada em uma população no Japão


Coisa pior não há já que seres humanos de qualquer


Nação não merecia tamanha destruição


Provocada por estes elementos químicos em fissão

4

Isto com o claro propósito de forçar a Rendição


Produzindo medo e humilhação


Medo alimentado desde então, de nação em nação!


Servindo de exemplo ao que acontece, aos países que


da guerra não abrem mão!

Poema produzido pela Zilda Palloni Somense
Homenagem ao meu pai Aléssio Somense




Você me conheceu numa situação adversa....não fui 

vista pela primeira vez num ultrassom ou mesmo na 

barriga da mamãe.








Você me conheceu pela primeira vez aos sete anos, e 


eu não tinha nenhum parentesco com você...






Você tinha tique toda vez que ficava nervoso, ficava 


piscando e coçando o nariz, e assim te conheci. 

Lógico o cenário que vias era para ficar nervoso 

mesmo...




Quatro crianças sujinhos comendo em pequenas 

bacias no chão em uma casa sem cuidados, pois uma 

lar sem a mãe fica desorientado.







A mãe, uma senhora(a mãe das crianças) estava 

vegetando em um dos cômodos da casa, acometida 

por um câncer fatal. 







E você, meu pai adotivo, junto de minha mãe, não 


teve preconceitos e nem medos...levou-me para 

casa, cuidou de mim, curou-me a saúde frágil, a alma 

e os medos.









 E deu-me educação moral, escolar e religiosa.








Formou-me e me fez ser o que hoje sou. 









Na juventude, lógico, tivemos situações 


problemáticas, mas com seu amor constante, nunca 

me abandonou e sempre me ajudou a superá-los. 






Fiz muita coisa que te magoou, mas os filhos tem que 


errar pra aprender não tem?










E hoje estou aqui prestando-lhe uma homenagem, 


por que você foi meu único pai! Fica com Deus onde 

estás, e acredite, a vida era bem melhor com sua 

presença: Aléssio Somense!



Posto aqui o motivo de meu afastamento do blog!
Como eu disse estava fazendo uma especialização em História pela Unicamp/ SEE/Redefor. Foi um curso de grande aproveitamento e especialização mesmo! Agora posto a síntese do projeto desenvolvido por mim nesses 12 meses de estudo. 


As festas juninas no Estado de São Paulo: continuidade, rupturas ou adaptações de contemporaneidade?
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM HISTÓRIA
REDEFOR
Autor(a): Zilda Palloni Somense

Palavras- Chave: Cultura popular - Identidade cultural - festas populares - folclore -  religiosidade.
Introdução

A proposta deste trabalho busca a construção de um novo olhar sobre as festas juninas feitas no Brasil da colonização portuguesa aos dias atuais, pois mesmo não sendo originárias do espaço brasileiro, ao serem incorporadas no território, receberam traços importantes da cultura indígena e africana.
  Buscaremos fazer uma releitura do tema, através de uma observação atenta à Festa de São João do distrito de Tupi, pertencente ao município de Piracicaba, São Paulo, revendo sua vivência, identidade, e significados na atualidade, na perspectiva da História Cultural.
  Relacionaremos a memória dos participantes da festa de Tupi, feita há 78 anos, a fim de analisar as possíveis transformações que ocorreram na realização da festa, pois acreditamos que estas festas constituem importante traço na cultura brasileira.
  A Festa Junina do São João de Tupi, foi construída historicamente por diversos atores sociais, apropriar-se de como se deu este processo, observando sua dinâmica e de como se deu a participação dos diversos sujeitos nesta trajetória, poderemos construir uma consciência sobre sua importância na construção da identidade brasileira, procurando mantê-las, modificá-las ou adaptá-las à contemporaneidade. 

Justificativa/Desenvolvimento

Iniciaremos nossas discussões sobre o tema Festas Juninas a partir da observação de sua importância em nosso calendário, que no mês de Junho, é realizada em todo o Brasil. Em escolas, igrejas, entidades, empresas e até em condomínios residenciais. Célia Toledo Lucena demonstra em sua obra A Festa (Re)Visitada: (Re)significações e sociabilidades (2007, p. 97)), a importância destas festas para a identidade de um povo como elemento que congrega, une e dá sentido a seu fazer histórico, momento no qual ele manifesta seus anseios e expectativas, suas tradições e devoções, um espaço onde pode extravasar suas ações do cotidiano.
  Através de entrevistas aos moradores de Tupi, que estão à frente da organização da festa atualmente, percebermos que esta passou por muitas adaptações para que tivesse continuidade nos dias atuais. Ao serem questionados da importância da festa para cada um, foi resposta unânime no sentido da festa ser propiciadora de uma identidade cultural, da continuidade das tradições dos seus antecessores e também por uma questão de fé, além de se fortalecerem enquanto comunidade.
  Atualmente as festas juninas vêm assumindo novas características devido ao crescente processo de urbanização. Transportaram-se as mesmas para os centros urbanos, mas de uma maneira superficial e sem clareza de seus elementos de origem. Em tupi, as adaptações de contemporaneidade, dadas a partir da forte influência de culturas externas à cultura local; bem como o crescente consumo de produtos industrializados durante a festa; a inserção no cardápio de novos produtos “não típicos”; novos estilos musicais; novos tipos de músicos (não apenas sertanejo); o término de práticas ancestrais como a lavagem da imagem do santo e a passagem pelo braseiro; podem colocar em risco a continuidade da festa? A absorção de novos elementos culturais causam danos à identidade cultural do povo de Tupi?

Considerações Finais

A escola que tem como função a construção de conhecimento e valorização da cultura brasileira deve revelar-lhes a origem, trajetória e adaptações que estas vêm sofrendo para manterem-se,  a fim de continuarem a ser este elemento de união, e identidade de um povo. E pelo menos dentro do espaço escolar não deve haver a continuidade de preconceitos contra a cultura caipira, sendo transformadora, educando seus alunos para que percebam o quanto são importantes suas manifestações artísticas e culturais, pois a apropriação destas nos muros escolares constrói uma consciência histórica, tornando os alunos agentes desta.  É necessário resgatá-las e se ainda assim ocorrer mudanças na maneira de comemorá-las que sejam feitas pelos participantes conscientemente e não por imposição.



Festa de São João do Distrito de Tupi



Convite para a festa de 2013: 79 anos de festa!




 Levantamento do Mastro Junino

Passagem pelo braseiro: quem tem fé não queima o pé

*Fotos do arquivo da Fundação ROMI- responsável Sr. Antonio Carlos Angolini


Referências Bibliográficas:

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BEZERRA. Amélia, C. A. Festa e Cidade: entrelaçamentos e proximidades 1 Espaço  e Cultura, UERJ, RJ, N. 23, P. 7-18, JAN./JUN. 2008.
BRANDÃO, C. R. Os caipiras de São Paulo. São Paulo: Brasiliense, 1983a.
CAMPOS. J. T. Festas juninas nas escolas: lições de preconceitos. Educ. Soc., Campinas, vol. 28, n. 99, p. 590, maio/ago. 2007.
LIMA, Diana. “Anticalvinismo brasileiro”. In: Folha de S. Paulo (Caderno Mais!), 12/07/2009.
LUCENA, Celia T.A Festa (Re)Visitada: (Re)Significações e Sociabilidades. Anais2008 do Ceru 06. pmd. 34º Encontro Nacional do Ceru, 2007.
Prudente, H. A. Alimentos, bandeiras e folias: Elementos constituintes das festas subalternas. Sãp Paulo Eca-USP, 2010
SETUBAL, M. A. Vivências Caipiras Pluralidade Cultural e diferentes temporalidades na Terra Paulista. CENPEC, São Paulo, 2005.
______Terra Paulista: histórias, arte, costumes. p. 171. Manifestações artísticas e celebrações populares no Estado de São Paulo. CENPEC. Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. 2004.
TRIGUEIRO. O. M. Apropriações do folclore pelos meios de comunicação de massa e pelo turismo. O caso concreto do São João de Campina Grande Paraíba, Paraíba, PB, 1993.